

TECKEL (Basset
Dachshund / Duchshund)
Apelidos:
salsichinha, weiner dog, daxie, dashies, cofap,
alemãozinho de perna curta


Origem: Alemanha.
Nome de origem: Teckel (Basset Dachshund).
Utilização: Caça sob a terra, toca e cavernas
Atualmente, a raça passa por uma reformulação no
Brasil com a edição de uma nova tradução feita do
mesmo padrão de 1979 da FCI - Federação Cinológica
Internacional. As alterações começam pelo nome da
raça que passa de Dachshund para Teckel (no padrão
original alemão continua sendo Dachshund ou Teckel,
nesta ordem). Dachshund tornou-se exclusivamente a
denominação do grupo dos Teckels.
O Clube
do Teckel informa que, recentemente uma notícia
divulgada assustou os seus donos, pois é
inacreditável imaginar um cão tão dócil com essa
fama criada pela pesquisa. Segunda a Universidade da
Pensilvânia o nosso Dachshund foi considerado o
cachorro mais agressivo do mundo. De acordo com um
estudo da Universidade da Pensilvânia, nos Estados
Unidos, um em cada cinco exemplares, já atacou ou
tentou atacar estranhos e um em 12 já atacou os
próprios donos...


Clube do
Teckel fala mais sobre a raça:
9 TIPOS
Além dos três tipos de pelagem, temos três tamanhos
diferentes para cada uma delas, portanto temos 9
tipos diferentes de Teckel
(Veja os 9 tipos nas figuras abaixo)



SUA HISTÓRIA

A história do Dachshund (ou Teckel) é bastante
antiga e segundo alguns historiadores, a raça surgiu
há cinco mil, tendo sido encontrados seu nome e
imagem gravados na tumba de um faraó. De qualquer
forma, o primeiro registro seguro da raça aparece em
1561, num livro de gravuras onde o Dachshund aparece
de maneira inconfundível em sua estrutura física. O
primeiro registro oficial foi feito na Alemanha em
1888.
CAÇADORES

O Dachshund (cão texugo) foi desenvolvido por
caçadores alemães que queriam um cão que fosse ao
mesmo tempo ágil e resistente além de
suficientemente pequeno para que pudesse entrar nas
tocas de animais como os texugos, lebres e coelhos e
trazê-los para fora ao alcance da mira do caçador.
Além do corpo alongado e baixo, os caçadores
precisavam de um cão com excelente olfato e muita
determinação. Estava criado o Dachshund.

Através de cruzamentos seletivos, a raça foi
desenvolvida em 9 variedades diferenciadas: 3
tamanhos (standard, anão e mini) e 3 variedades de
pelo: curto, longo e duro – ou arame (este último
obtido graças à introdução de linhas de sangue de
terriers). Para o acasalamento, no entanto, só são
permitidos cruzamentos de cães de pelagens e
tamanhos iguais.

Da Alemanha onde ganhou notoriedade pelas suas
qualidades como caçador, o Dachshund foi levado para
a Inglaterra no século XIX onde passou a fazer parte
da corte inglesa, o que foi de grande importância
para popularização da raça. Nos EUA, a presença dos
Dachshund começou com as importações de matrizes por
volta de de 1879 e no Brasil chegaram junto com os
colonizadores europeus e eram chamados "paqueiros"
por serem exímios caçadores de pacas e sua
popularidade o transformou em astro de comerciais,
estrelando a campanha dos amortecedores COFAP que
este voltou ao ar este ano.

Reformulação do Padrão no Brasil

Atualmente, a raça passa por uma reformulação no
Brasil com a edição de uma nova tradução feita do
mesmo padrão de 1979 da FCI - Federação Cinológica
Internacional. As alterações começam pelo nome da
raça que passa de Dachshund para Teckel (no padrão
original alemão continua sendo Dachshund ou Teckel,
nesta ordem). Dachshund tornou-se exclusivamente a
denominação do grupo dos Teckels.


Outra modificação foi dos nomes dos tamanhos: o
Standard continuou igual, porém o Anão e Miniatura
foram invertidos: o Miniatura virou Anão e
vice-versa.
As variedades formadas pelos 3 tamanhos e seus 3
tipos de pelagem - curta, longa e dura, viraram
raças (apesar de continuarem como variedades na
Alemanha, pela FCI, e nos EUA).
A medição do tamanho Standard, antes feita pelo peso
(de 7 a 9 kg), passou a ser pelo perímetro do tórax
(acima de 35 cm), sistema que sempre foi usado para
o Miniatura (até 30 cm) e o Anão (de 30 a 35 cm).
Esta medição é feita após os 15 meses de idade para
evitar mudanças de raça por variações de peso.
Os Dachshund são divididos em três raças: Teckel de
Pêlo Curto, Teckel de Pêlo Longo e Teckel de Pêlo
Duro. Cada uma dessas raças ainda se divide em três
padrões: Standart (Nomalgrosse), Anão (Zwerg) e
Miniatura (Kaninchen). Cada padrão possui um limite
de peso. O do Standart é 9kg, sendo que o ideal é de
6,5 a 7 kg, o do Anão é 4 kg e o do Miniatura é 3,5
kg. (Mudando apenas no Brasil, onde se inverte anão
e miniatura) ficando assim: Standart (Nomalgrosse),
Anão (Zwerg) 3,5 kg e Miniatura 4 kg(Kaninchen)
PERSONALIDADE FORTE
Se, no início, o Dachshund era um valente e
destemido caçador, hoje deixou, em grande parte, de
lado suas antigas atividades e transformou-se num
animal de companhia. Em função do seu tamanho é uma
excelente opção para o grande número de pessoas que
mora em apartamentos especialmente porque aprende
com facilidade os hábitos de higiene. Adapta-se bem
a locais pequenos e não é do tipo destrutivo que rói
os móveis e come as roupas.

Inteligente, esperto e bastante brincalhão, o
Dachshund é também um excelente cão de vigia. Sempre
atento, ao menor sinal de aproximação de estranhos
late bastante. É um excelente companheiro para
crianças e brinca mesmo depois de velho.Convive de
forma tranqüila com outros animais e com outros cães
mas não foge de uma briga caso seja provocado.
Alguns criadores garantem que existem diferenças de
temperamento conforme o tipo de pelo, sendo que os
de pêlos curtos seriam mais sociáveis e os pêlos
duros mais agitados e até mesmo um pouco mais
agressivos, mas isso não é comprovado nem mesmo
consta do padrão da raça.
Outra característica importante da raça é sua
independência, o que lhe valeu uma (talvez) injusta
fama de desobediente. Na convivência em família ele
é um excelente companheiro, gosta e respeita a
todos, mas dedica-se a apenas uma pessoa que elege
como dono.
FILHOTES
A média de nascimentos do Dachshund é de 2 a 10
filhotes dependendo do tamanho da mãe.

Os filhotes devem ser educados pelo dono desde bem
cedo para que dono e cão possam ter uma convivência
harmoniosa. É um cão que procura agradar o dono, mas
precisa de limites claros e acima de tudo, precisa
saber quem é que manda. Segundo os criadores, no
caso do Dachshund a obediência aumenta com a idade.

O Dachshund também apresenta uma grande variedade de
cores:
Uma cor - vermelho, amarelo avermelhado, amarelo com
ou sem mistura de preto.
Bicolor - preto , marrom , cinza, branco nas
extremidades com marcações castanho.
Arlequim - castanho claro, cinza claro, branco com
manchas desiguais. Manchas grandes indesejáveis.
Arlequim tigrado - vermelho ou amarelo com riscas
escuras.
Desqualificantes - preto ou branco sem marcações
castanhas.




CONVIVÊNCIA
Com a família: todos os Teckels são muito afetuosos
com as pessoas da casa e, em geral, estão sempre
atrás de alguém. Os exemplares de Pêlo Longo, no
entanto, são freqüentemente apontados como os mais
apegados da turma.
"Gostam de ficar colados em você, enquanto os outros
se contentam em estar por perto", compara o criador
Paulo Valderramos.

Com outros cães e animais: os Teckels não são dos
mais encrenqueiros no que se refere ao
relacionamento com outros cachorros.
Há vários testemunhos de bom convívio até entre
exemplares do mesmo sexo, inclusive de machos, em
geral mais territorialistas e inclinados a brigar do
que fêmeas.
No entanto, também há casos de discórdia. Por isso,
se a idéia é juntar machos, opte por exemplares de
temperamento não muito dominante e faça com que
cresçam juntos.
Quanto ao convívio com outros bichos, a regra é
acostumar o Teckel a eles desde pequenos. Senão, é
provável que os encare como presas.
Clube
do Teckel Pergunta:
Obediente, ser ou não ser?: vontade própria é o
lema. Se a idéia é adquirir um cão que sempre acate
a todas as ordens e regras, há opções mais indicadas
que os salsichas. É que, vez ou outra, eles gostam
de testar a liderança dos donos, fingindo-se de
surdos ou fazendo alguma pirraça. Companhia
constante e boa educação (isso é, impor as normas
desde cedo, não mimar em excesso, nem ser rigoroso
demais) são as dicas para obter o melhor deles no
quesito obediência.

Com gente de fora da casa: esses salsichas, em
geral, desconfiam de quem não conhecem. Quase sempre
latem para as visitas e dificilmente as festejam de
imediato. Ficam de longe observando-as e, às vezes,
passados uns bons minutos, decidem cheirá-las e,
quem sabe, até se mostram receptivos a um agradinho.
Mas nada de demonstrações esfuziantes de
sociabilidade. E mais: os Teckels são valentes.Há
vários relatos de exemplares que avançaram em
estranhos que invadiram suas propriedades.

Onde é a festa?: brincalhões e ativos, eles curtem
uma correria e amam brinquedos. E quanto menor o
Teckel, mais energizado ele é.
Daí os Miniaturas estarem sempre mais animados e
ávidos por uma boa farra.

Mentes que brilham: os Teckels são surpreendentes
quando o assunto é associar causa e conseqüência.
São do tipo que fica cabisbaixo só de ver o dono se
vestindo, pois já sabe que ele vai sair. Também são
excelentes para resolver problemas. Há relatos
incríveis, como o de exemplares que abocanham a
vasilha de água quando vazia e levam-na até os
donos, para que seja novamente abastecida. Com as
crianças da casa: os Teckels, como a maioria das
raças caninas, não fazem o estilo superpaciente com
a molecada.
Se crescerem acostumados com a presença de crianças
e forem respeitados por elas, a relação é ótima e
repleta de muita brincadeira.
Do contrário, estranham o agito infantil e podem não
ser amigáveis.

Adoráveis sem-vergonha: uma certa irreverência
costuma fazer parte do jeito de ser desses
salsichas. Roer móveis, roubar meias, mascar sapatos
são diversões irresistíveis para os Teckels filhotes
e, às vezes, até para os adultos.
Por isso, a dica é discipliná-los desde cedo,
oferecer alternativas de entretenimento e evitar que
objetos de estimação dos donos fiquem dando sopa por
aí.Au au pra você também: até existem alguns relatos
de Teckels bem silenciosos, mas são exceção. Esses
cães, em geral, caracterizam-se pelo espírito
comunicativo e alerta. Latem tanto para se
comunicar, quanto para sinalizar acontecimentos
específicos, como a chegada de alguém ou a presença
de um gato no jardim. Os tamanhos menores, afirmam
os criadores, tendem a ser mais latidores.

(Fonte: http://www.petbrazil.com.br -
Consultores: Andra O'Connel (secretária do Dachshund
Club of America), Jô Quaresma (11 anos de criação
dos três tamanhos de Pêlo Curto, canil Hunter Jo, do
Rio de Janeiro) e Paulo Valderramos (18 anos de
criação dos nove Teckels, canil Leavylane, de São
Paulo).
MAIS SOBRE O NOSSO TECKEL


Esse cãozinho de olhar esperto, alongado como uma
salsicha, atrai simpatia geral. Enquanto no país de
origem da raça, a Alemanha, lidera em número de
filhotes registrados, no Brasil cresceu 40% a mais
que toda a cinofilia nos últimos cinco anos. É o
nono mais registrado na maior entidade nacional, a
Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC).
O nome Teckel foi introduzido em nosso país pela
CBKC ao colocar em vigor, em 1994, o padrão adotado
pela Federação Cinológica Internacional (FCI),
elaborado pelo Deutscher Teckelklub (DTK). "Até
então era seguido o padrão do American Kennel Club,
uma variação do padrão inglês do The Kennel Club",
explica o diretor cinotécnico da CBKC, Bruno Tausz.
A tendência é o nome Teckel ganhar espaço.
"Pronunciar Teckel corretamente é bem mais fácil que
Dachshund", aceita a dona de 18 Teckels, criadora há
15 anos e médica veterinária, Fiorella De Angeli, do
Canil D’Alba Lunga, de Vinhedo, SP. O Clube do
Dachshund do Estado de São Paulo já incorporou a
novidade - desde o início do ano chama-se Clube do
Teckel do Estado de São Paulo.
PADRÃO


Nomeclatura
1 – Trufa 13 – Perna 25 – Braço
2 – Focinho 14 – Jarrete 26 – Ponta do esterno
3 – Stop 15 – Metatarso 27 – Ponta do ombro
4 – Crânio 16 – Patas
5 – Occipital 17 – Joelho
6 – Cernelha 18 – Linha inferior
7 – Dorso 19 – Cotovelo a – profundidade do peito
8 – Lombo 20 – Linha do solo
9 – Garupa 21 – Metacarpo b – altura do cotovelo
10 – Raiz da cauda 22 – Carpo
11 – Ísquio 23 – Antebraço a + b = altura do cão
12 – Coxa 24 – Nível do esterno na cernelha
Aparência Geral
Baixo; de pernas curtas; comprido, mas compacto; bem
musculoso; com atitude orgulhosa; de cabeça e
expressão atenta. A aparência geral é típica do seu
sexo. Apesar das pernas curtas em relação ao corpo
comprido, é muito vivo e ágil.
Proporções Importantes
Com uma distância do chão de mais ou menos um terço
da altura na cernelha, o comprimento do corpo deve
ter uma relação harmoniosa com a altura na cernelha
de mais ou menos 1 para 1,7, até 1,8.
Comportamento / Temperamento
Amigável por natureza, nem nervoso, nem agressivo,
de temperamento equilibrado. Ele é um cão de caça
apaixonado, perseverante, rápido na caça e de
excelente faro.
Cabeça
Alongada, vista de cima e de perfil. Afinando
gradualmente para a trufa, mas nunca pontuda.
Arcadas superciliares claramente definidas. Cana
nasal longa e
estreita.
Região Craniana
Crânio: Plano, fundindo-se gradualmente com uma cana
nasal ligeiramente arqueada.
Stop: Pouco marcado.
Região Facial
Trufa: Bem desenvolvida.
Focinho: Longo, suficientemente largo e forte. Pode
ser bem aberto até a inserção dos olhos.
Lábios: Bem aderentes cobrindo bem a mandíbula.
Maxilares / Dentes: Maxilares superior e inferior
bem desenvolvidos.
Mordedura em tesoura firmemente fechada. O ideal são
42 dentes de acordo com a fórmula dentária,com
fortes caninos ajustados entre eles.
Olhos: Tamanho médio, ovais, bem afastados, com
expressão enérgica, contudo amigável. Não
penetrante. Cor brilhante, do marrom avermelhado
escuro até o marrom enegrecido em todas as cores do
pêlo. Olhos porcelanizados, olhos de peixe ou
perolizados em cães marmorizados não são desejados,
mas podem ser tolerados.
Orelhas: Inseridas altas, não muito para a frente.
Suficientemente longas, mas não exageradas.
Arredondadas; não estreitas, pontiagudas ou
dobradas; com as bordas da frente bem rentes às
faces.
Pescoço: Suficientemente comprido, musculoso. Pele
da garganta bem aderente. Ligeiramente arqueado,
livre e portado alto.
Tronco
Linha Superior: Fundindo-se harmoniosamente da nuca
até a garupa ligeiramente inclinada.
Cernelha: pronunciada.
Dorso: Após a cernelha, que é alta, é reto ou
ligeiramente inclinado para trás. Firme e bem
musculoso.
Flancos: Fortemente musculosos. Suficientemente
longos.
Garupa: Larga e suficientemente longa. Ligeiramente
inclinada.
Peito: Esterno bem desenvolvido e tão proeminente
que forma uma ligeira depressão (saboneteira) de
cada lado. Vista de frente, a caixa torácica é oval;
vista de cima e de perfil, ela é ampla para abrigar
o coração e os pulmões bem desenvolvidos. Costelas
colocadas bem atrás. O ponto mais baixo do peito,
visto de perfil, fica oculto quando os membros
anteriores estão corretamente proporcionados.
Linha inferior: Ligeiramente esgalgada.
Cauda
Inserida não muito alta, portada no prolongamento da
linha do dorso. Uma
ligeira curva no último terço da cauda é permitida.
Membros
Anteriores: Fortemente musculosos, bem angulados.
Vistos de frente, pernas dianteiras secas, retas, de
boa ossatura; com patas direcionadas para a frente.
Ombros: Músculos flexíveis. Escápulas longas e
inclinadas, firmemente acoplados à caixa torácica.
Antebraços: Do mesmo comprimento que a escápula,
formando com ela um ângulo quase reto. Forte
ossatura e bem musculosos; bem aderentes aos
cotovelos, mas livres ao movimentarem-se.
Cotovelos: Não virando nem para fora, nem para
dentro.
Braços: Curtos, contudo, longos o suficiente para
que o comprimento do cão ao solo seja mais ou menos
1/3 da altura na cernelha. Tão retos quanto
possíveis.
Carpos: Os carpos são ligeiramente mais próximos um
do outro do que os ombros.
Metacarpos: Vistos de perfil, não devem parecer
retos, nem muito inclinados para a frente.
Patas Dianteiras: Dedos muito fechados, bem
arqueados, com almofadas fortes, resistentes e bem
cheias; unhas curtas e fortes. O quinto dedo não tem
nenhuma função, mas não deve ser removido.
Posteriores: Bem musculosos, bem proporcionados aos
anteriores. Joelhos e jarretes muito bem angulados.
Pernas posteriores paralelas, nem muito fechadas,
nem muito separadas.
Coxas: De bom comprimento e bem musculosas.
Joelhos: Largos e fortes e muito bem angulados.
Pernas: Curtas, quase a um ângulo reto com as coxas.
Bem musculosas.
Articulação do jarrete: seca, com fortes tendões.
Jarretes: Relativamente compridos, bem articulados
com as pernas. Ligeiramente curvados para a frente.
Patas traseiras: Quatro dedos bem fechados e bem
arqueados, pisando por inteirosobre suas fortes
almofadas.
Movimentação
Deve cobrir bem o solo. É fluente e enérgica, com
passadas de frente sem levantar muito e o movimento
dos posteriores deve transmitir uma ligeira
elasticidade para a linha do dorso. A cauda pode ser
portada em prolongamento harmonioso com a linha do
dorso, ligeiramente inclinada. Na movimentação,
anteriores e posteriores são paralelos.
O osso mais duro de roer da
troca de padrões é a questão do peso. O nosso
salsicha, importado por décadas dos Estados Unidos,
precisa se tornar mais leve para se enquadrar no
tipo alemão. Ou seja, quando o Teckel completa 18
meses de idade deve ser medido com uma fita métrica
ao redor do tórax. Se o perímetro for de 30cm ou
menos, é um Toy; de 30 a 35cm é Anão e, se mais
largo, Standard. O peso limite do Standard é de 9
quilos, sendo ideal de 6,5 a 7 quilos em vez dos
14,4 quilos do AKC (com machos de até 16!). O Anão
deve pesar cerca de um quilo a menos que seu
equivalente americano, o Miniatura. Os americanos
não têm um terceiro tamanho equivalente ao Toy.
Os atuais limites alemães de peso já eram
estabelecidos no primeiro padrão do Deutscher
Teckelkub, de 1888. "É normal o nosso Standard pesar
entre sete e nove quilos", informa o presidente da
entidade alemã, juiz e criador há 30 anos, Wolfgang
Ransleben. "Teckels com mais de nove quilos não
podem ser considerados excelentes."

Foram os americanos que aumentaram o peso da raça. O
mais recente indício disso aconteceu há apenas cinco
anos com o peso do Miniatura. "Há cerca de 20 anos,
o Miniatura competia na categoria de até 4,5 quilos,
ampliada em 1992 para até 5 quilos", informa a
criadora americana e juíza de provas de caça, Cherri
Faust. "O Dachshund, menor raça do grupo no qual é
julgado nas exposições do AKC - o dos Hounds -, foi
aumentado para ganhar uma aparência mais robusta,
mais bonita", avalia a relações públicas do
Dauchshund Club of America (DAC), criadora da
variedade pêlo curto há 30 anos e autora do livro
New Owner Guide to Dachshund, Kaye Ladd.

Agora, resta aos criadores brasileiros reconduzir os
seus Teckels maiores, ao tamanho original da
Alemanha. "Nossos Teckels mais perfeitos ainda são
maiores que o ideal alemão, mas vamos chegar lá com
determinação e critério", afirma o vice-presidente
do Clube do Teckel do Estado de São Paulo, Paulo
Valderramos.


TOCAS E CAMPOS
O físico
peculiar da raça tem tudo a ver com sua
especialidade: entrar nas tocas para caçar animais.
"O porte facilita a circulação nas tocas das
raposas, texugos e lebres", lembra o criador alemão
há mais de 20 anos e juiz de beleza, Horst
Klibenstain. "Nada detém o instinto do Teckel, mas é
óbvio que quanto maior o tamanho dele, maior a
dificuldade para entrar e sair dos túneis", diz o
diretor do AKC para provas de caça, Gordon
Heldebrant.

"O
Dachshund com mais de 12 quilos tem dificuldade até
para entrar nas tocas artificiais", acrescenta Trudy
Kawami, criadora americana e juíza de provas em
tocas e campo, pelo DCA.
A caça é muito praticada na Alemanha. "Dos 30 mil
sócios do nosso clube, cerca de 13 mil caçam com
seus Teckels", informa o presidente do Deutscher
Teckelklub. A atividade é realizada com um caçador
acompanhado de um ou mais Teckels. Soltos, rastreiam
os campos - mesmo nevados, se a neve não for alta
demais. Ao encontrar uma toca habitada, o Teckel
entra nela. Se a presa não sai pela extremidade
oposta, enfrenta-a, para que saia. Quando ela sai,
vai atrás, para mantê-la na linha de tiro do
caçador, impedindo que permaneça escondida nas
moitas e mantendo-a em movimento - a lebre, por
exemplo, corre m círculos. Túneis com passagens sem
saída, como os que a marmota americana (woodchuck)
às vezes faz, proporcionam um desafio adicional.

Rastrear animais feridos é outra habilidade da raça.
"O Dachshund é ótima companhia na caça a ursos e
veados, hábil e inteligente", descreve o americano
Larry Gohlke, do grupo Deer search, com 150
caçadores filiados. "Ele entra em cena se a caça
foge ferida; rastreia-a conduzindo o caçador pela
guia", explica. "Cães maiores puxam forte demais e,
nas regiões pantanosas, são mais difíceis de retirar
quando atolam." Na Alemanha, javalis também são
caçados nesse sistema, na maioria das vezes com a
ajuda de terriers.

Todas as variedades de pelagem são bem cotadas para
a caça - seja o Teckel pêlo curto, duro ou longo.
Mas há quem prefira o pêlo duro, o único com sangue
terrier. "Late mais, o que ajuda a saber onde o cão
e a presa estão", diz Larry. "Com seu latido acua
melhor a presa", opina Horst. Todos os tamanhos são
apreciados para caçar em tocas, mas o Miniatura é o
preferido para as menores, como as dos coelhos. O
Standard é o preferido para a caça de veados,
javalis e ursos. "A força dele é maior, o que o
ajuda a puxar o dono, que o conserva atrelado por
uma coleira de vários metros", descreve Larry.
TOCA ARTIFICIAL
O desempenho do salsicha pode ser verificado também
em provas simulando a caça. "Cerca da metade dos
Teckels alemães usada para reprodução é avaliada
nessas provas", estima o alemão juiz de provas,
criador há 30 anos e caçador, Wolfgang Trumpfheller.
"Há muitos donos de Dachshund que o usam na caça,
mas o número de quem prefere submetê-lo às provas em
tocas (Den Trials) e no campo (Field Trial) é maior
ainda", relata Trudy Kawami. O Dachshund Club of
America tem mais de 1.500 sócios. "Cerca de quinze a
vinte por cento dos sócios participam de provas em
tocas caçam, e cerca de trinta por cento participam
de provas de campo", estima Kaye.

Uma toca artificial, que pode
ser de madeira, e um rato - nos Estados Unidos ou
uma raposa domesticada na Alemanha-, protegido para
não ser mordido - bastam para montar a prova. "O cão
tem um tempo para, sem forçá-lo, entrar na toca e
alcançar a extremidade oposta, a nove metros de
distância, onde fica o rato", explica Gordon. Nos
EUA, a disputa de títulos pode ser feita com três
diferentes graus de dificuldade, criando desafios
que dificultam a rapidez de realização do percurso,
como a distância de liberação do cão (de três a nove
metros); a existência ou não de labirintos sem
saída; a presença ou não de obstrução, na entrada,
removível pelo cão; a existência ou não de feno com
cheiro de rato no percurso. "Mais de 1.200
Dachshunds participaram das provas, no ano passado,
nos EUA", relata Gordon. "Para vencer, o mais
importante é a tenacidade, coragem, audácia, ímpeto,
bom faro e latir bastante", diz Trudy.
A prova de campo mais praticada é feita com o
Dachshund rastreando um coelho e, na Alemanha, às
vezes, uma raposa. Os pontos são dados conforme a
rapidez de rastreamento e o interesse do cão. Nos
EUA, há o ranking Top Ten Field Champions e, na
Alemanha, modalidades como "Seguir o rastro
latindo"; "Localização de animais feridos em trilha
de mil metros, na guia"; "Localizar rastros de 40
horas, na guia"; "Achar, sem guia, animais na
floresta."
PELAGEM
Teckel Pêlo Curto - pêlo
curto, denso, brilhante, assentado, cerrado e
áspero. Não mostrando áreas sem pêlo.
Cauda: fina, cheia, mas não abundantemente coberta.
Pêlos um pouco mais longos na parte inferior da
cauda não é um defeito.

- Teckel Pêlo Duro - com exceção do focinho, das
sobrancelhas e das orelhas, o pêlo deve ser de igual
comprimento sobre todo o corpo, bem assentado,
denso, de arame, com subpêlo. O focinho tem uma
barba claramente definida. As sobrancelhas são
espessas. Nas orelhas, a pelagem é mais curta do que
no corpo e quase lisa. Cauda uniforme e bem
guarnecida de pêlos bem assentados.

Teckel Pêlo Longo - pêlo sedoso e brilhante, com
subpêlo aderente ao corpo; fica mais comprido
debaixo do pescoço e na parte inferior do corpo. Nas
orelhas, os pêlos devem ir além de suas extremidades
(franjadas). Distintas franjas nos membros
posteriores. Atinge o seu maior comprimento na parte
inferior da cauda onde forma uma legítima franja.

CORES
Teckel Pêlo Curto
a) Unicolor: ruivo, amarelo avermelhado, amarelo,
todos com ou sem interferência de pêlos pretos. A
cor sólida é preferível e o ruivo é melhor do que o
amarelo avermelhado ou amarelo. Cães com muitos
pêlos pretos entremeados também são classificados
como cores sólidas e não como outras cores. O branco
é indesejado, mas algumas pequenas manchas não
desqualificam. Trufa e unhas pretas. Marrom
avermelhado é também permitido, mas indesejado.
b) Bicolor: preto profundo ou marrom com manchas
ferrugem (castanha) ou amarela sobre os olhos, nas
laterais do focinho, descendo até a mandíbula,
interior das orelhas, antepeito, partes internas e
posteriores das coxas, pés, região do ânus e terço
proximal da face ventral da cauda. Trufa e unhas
pretas em cães pretos, marrom nos cães de cor
marrom. O branco é indesejado, mas algumas pequenas
manchas não desqualificam. Marcas muito extensas de
castanho ou amarelo são indesejáveis.
c) Arlequim (tigrado manchado, manchado): a cor
básica é sempre a cor escura (preto, ruivo, cinza).
São desejadas manchas irregulares de cor cinza ou
bege (manchas extensas são indesejadas). Nem a cor
escura, nem a cor clara devem ser predominantes. A
cor do teckel é ruiva ou amarela com listras
escuras. A cor da trufa e das unhas é a mesma que a
dos sólidos e a dos bicolores.

http://portalmt.vilabol.uol.com.br/index.htm
http://talentoshumanosbrasil.blogspot.com
http://mtalentos.vilabol.uol.com.br
http://www.freedoglistings.co.uk
http://www.thescottishdachshundclub.co.uk
http://www.dachshund-dca.org
http://www.officialdachshundguide.com/dachshund
http://www.dachshund.org
http://www.dogster.com/dog-breeds/Dachshund
http://www.almosthomerescue.org
http://www.wedachs.freeserve.co.uk
http://www.akc.org/breeds/dachshund
http://dachshundpaulista.kit.net/Links.htm
http://www.sobresites.com/caes/racas/grupo3.htm
http://amigocanino.blogspot.com
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